Novidades Atualizado em 16 de setembro de 2026 por Sérgio Bittencourt

Parceria do Instituto Çarê com a Fundação Pierre Verger, o livro Iorubahia reúne 12 ensaios do autor, 4 deles inéditos, escritos entre 1958 e 1972, quando ele viveu entre Salvador e a Nigéria pesquisando o povo Iorubá.

O lançamento de Iorubahia, marcado para esta quarta-feira (16) em São Paulo, coloca em circulação 12 ensaios de Pierre Verger, 4 deles inéditos, escritos entre 1958 e 1972. O período corresponde aos anos em que o autor viveu entre Salvador e a Nigéria, dedicado à pesquisa sobre o povo Iorubá.

A obra é uma parceria do Instituto Çarê com a Fundação Pierre Verger. A entrada é gratuita, com retirada de ingressos uma hora antes do evento.

Mais conhecido no Brasil como fotógrafo, Pierre Verger também foi um estudioso das relações entre o Brasil, em especial a Bahia, e a África Ocidental, além da diáspora africana, da religião dos orixás e das tradições orais da cultura Iorubá. A coletânea foi organizada em 3 eixos: os aspectos históricos das relações transatlânticas, a religião Iorubá e a cultura, conhecimento e oralidade Iorubá.

A organizadora da obra e coordenadora do Espaço Cultural Pierre Verger, Ângela Lühning, afirma que a coletânea propõe um outro olhar sobre o autor. "Um Verger múltiplo, que vai além de uma categoria única do Verger, apenas fotógrafo ou apenas escritor voltado para temáticas históricas, o Verger, supostamente, apenas dedicado a estudos sobre o Candomblé e religião afro-brasileira de influência Iorubá. O Verger que dialoga com tudo isso e um pouco mais, de uma forma talvez um pouco surpreendente em vários textos", explicou.

Nascido em Paris em 1902, Pierre Fatumbi Verger iniciou sua trajetória profissional como fotógrafo viajante. Em 1946 mudou-se para Salvador, cidade que nunca deixou de fazer parte de sua vida até sua morte, em 1996. Especializou-se na fotografia documental e de campo nas áreas de antropologia, história, conhecimentos orais e botânica, e também se dedicou ao estudo da cultura.

O lançamento desta quarta-feira (16) reúne, portanto, material produzido ao longo de 14 anos de pesquisa e deslocamentos entre o litoral baiano e o golfo do Benim, recorte que dá título ao volume. Para quem acompanha a produção editorial sobre as relações entre Brasil e África, o livro acrescenta ao conjunto já conhecido do autor um bloco de escritos que circulou pouco desde os anos 1970.

A publicação chega em um momento de retomada do interesse por acervos documentais ligados à diáspora africana, movimento que também ajuda a explicar a escolha de reunir em um só volume os três eixos temáticos da coletânea. A coordenação do Espaço Cultural Pierre Verger assina a organização, e a parceria entre as duas instituições viabiliza a edição.

Para quem pretende ir ao lançamento, a recomendação prática é chegar com antecedência: os ingressos são distribuídos uma hora antes, sem custo, e o acesso depende da retirada presencial.

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