O podcast Afiadas debate a economia do cuidado em novo episódio que vai ao ar nesta sexta-feira. A conversa aborda o trabalho não remunerado de mulheres, os dados do IBGE sobre o tema e propostas de políticas públicas para reconhecer e redistribuir essas atividades essenciais.
Subir uma montanha exige preparo, mas a vista do topo recompensa cada passo. A economia do cuidado é como uma trilha íngreme e pouco mapeada: exige esforço coletivo, reconhecimento do terreno e políticas que garantam que ninguém fique para trás. O novo episódio do podcast Afiadas, que vai ao ar nesta sexta-feira, se propõe a percorrer esse caminho com profundidade.
O que é a economia do cuidado, tema do novo episódio do Afiadas
O episódio desta sexta do Afiadas mergulha na economia do cuidado, um campo que estuda o trabalho não remunerado de cuidar de crianças, idosos, doentes e realizar tarefas domésticas. Essa atividade, essencial para o funcionamento da sociedade, é majoritariamente exercida por mulheres e não é contabilizada no PIB. O podcast reúne especialistas para discutir como esse trabalho invisível sustenta a economia formal e quais caminhos existem para valorizá-lo.
Dados do IBGE revelam a desigualdade de gênero no cuidado
A conversa no Afiadas se apoia em dados concretos para mostrar a dimensão do problema. Segundo o IBGE, as mulheres dedicam, em média, 21,3 horas por semana a afazeres domésticos e cuidados de pessoas, enquanto os homens dedicam 11,7 horas. Isso significa que elas gastam quase o dobro do tempo em trabalho não remunerado. O dado é da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) de 2024, uma das fontes oficiais mais completas sobre o tema.
O impacto na carreira e na renda das mulheres
Essa carga extra de trabalho não remunerado tem consequências diretas na vida profissional das mulheres. O episódio do Afiadas explora como a falta de tempo para estudar, trabalhar fora ou buscar qualificação profissional aprofunda a desigualdade salarial e limita as oportunidades de ascensão. Dados do IBGE mostram que a taxa de participação das mulheres no mercado de trabalho é de 54,3%, contra 73,1% dos homens. A diferença é ainda maior entre mulheres com filhos pequenos.
O que dizem as especialistas convidadas do Afiadas
O podcast convida pesquisadoras e ativistas para debater soluções. Uma das vozes é a economista Hildete Pereira de Melo, referência no estudo da economia do cuidado no Brasil. Ela defende a criação de políticas públicas que reconheçam esse trabalho, como a ampliação de creches públicas e a licença-parental igualitária. O episódio também ouve representantes de movimentos sociais que lutam pela valorização do trabalho doméstico.
Políticas públicas em debate
Entre as propostas discutidas no Afiadas, estão a inclusão do trabalho de cuidado no cálculo do PIB, a criação de um sistema nacional de cuidados e a ampliação da rede de equipamentos públicos, como creches e centros-dia para idosos. O programa também aborda experiências internacionais, como o caso do Uruguai, que implantou um sistema integrado de cuidados em 2015.
Como ouvir o novo episódio do podcast Afiadas
O episódio sobre economia do cuidado estará disponível nesta sexta-feira nas principais plataformas de streaming, como Spotify, Apple Podcasts e Deezer. O Afiadas é um podcast quinzenal que discute gênero, feminismo e direitos das mulheres com profundidade e leveza. Para ouvir, basta buscar por "Afiadas" no aplicativo de sua preferência e clicar no episódio mais recente.
Perguntas Frequentes sobre economia do cuidado e o episódio do Afiadas
O que é economia do cuidado?
É o campo que estuda o trabalho não remunerado de cuidar de pessoas e realizar tarefas domésticas, essencial para a sociedade mas invisível nas contas nacionais.
Quem participa do episódio do Afiadas?
O programa convida pesquisadoras como Hildete Pereira de Melo e ativistas de movimentos sociais que lutam pela valorização do trabalho doméstico.
Quando o episódio vai ao ar?
Nesta sexta-feira, nas principais plataformas de podcast.
Como a economia do cuidado afeta as mulheres?
As mulheres dedicam quase o dobro de horas que os homens a tarefas domésticas e cuidados, o que reduz sua participação no mercado de trabalho e aprofunda a desigualdade salarial.
O que pode ser feito para valorizar esse trabalho?
Políticas como ampliação de creches públicas, licença-parental igualitária e inclusão do cuidado no PIB são algumas das propostas discutidas.
Onde ouvir o Afiadas?
Nas plataformas Spotify, Apple Podcasts, Deezer e outras, buscando por "Afiadas".
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