Escolher uma maquininha de cartão exige comparar taxas, prazos de recebimento e modelos. Veja o que considerar antes de fechar contrato e como evitar custos desnecessários.
Uma maquininha de cartão pode custar caro se você não fizer as contas antes. Entre taxas por transação, aluguel do aparelho e prazos de recebimento, a diferença entre uma escolha e outra pode passar de R$ 200 por mês para quem vende R$ 10 mil no cartão. Nós vamos mostrar o que comparar antes de assinar qualquer contrato.
Uma maquininha de cartão é o equipamento que permite ao comerciante aceitar pagamentos por crédito, débito, Pix e, em modelos mais novos, por aproximação (NFC). A escolha do aparelho certo depende de três variáveis principais: taxa por transação, prazo de repasse e custo fixo do equipamento. Nenhuma delas deve ser analisada isoladamente.
Como funciona a maquininha de cartão
A maquininha processa a transação, envia os dados para a operadora de cartão e, após a aprovação, o valor é depositado na conta do vendedor. O prazo varia: no débito, o dinheiro costuma entrar em até 1 dia útil; no crédito, pode ser à vista ou parcelado, com repasse em até 30 dias, dependendo da configuração escolhida.
O modelo mais simples aceita apenas débito e crédito com chip ou tarja. Modelos intermediários adicionam Pix via QR Code e NFC. Os mais avançados funcionam com Android, permitem gestão de estoque e emissão de comprovantes fiscais. Para um MEI que vende em feira, um modelo básico resolve. Para uma loja com alto volume, a versão com tela e sistema próprio faz diferença.
Taxas que pesam no bolso
A taxa mais comum é a MDR, um percentual descontado de cada venda. No débito, ela costuma ficar entre 0,99% e 1,99%. No crédito à vista, entre 1,99% e 3,99%. No crédito parcelado, o percentual sobe conforme o número de parcelas, podendo chegar a 5% ou mais.
Além da MDR, verifique se há taxa de aluguel mensal do equipamento. Algumas operadoras cobram entre R$ 30 e R$ 80 por mês, outras oferecem o aparelho gratuito mediante volume mínimo de vendas. Se você vende pouco, o aluguel pode inviabilizar a operação.
Outro ponto: a antecipação de recebíveis. Se você quiser receber antes do prazo padrão, a operadora cobra um percentual adicional. Para quem precisa de fluxo de caixa, essa taxa pode comer boa parte da margem.
Como escolher o modelo certo
Para escolher, faça uma conta simples: multiplique o percentual da taxa pelo seu ticket médio mensal. Se você vende R$ 10 mil por mês e a taxa é 2%, paga R$ 200. Se a taxa é 3%, paga R$ 300. A diferença de 1 ponto percentual representa R$ 100 por mês, ou R$ 1.200 por ano. Vale conhecer melhor maquininha de cartão.
Considere também o custo do equipamento. Se a maquininha custa R$ 400 à vista e você pretende usá-la por dois anos, o custo mensal é de cerca de R$ 17. Se a operadora cobra R$ 50 de aluguel, em dois anos você paga R$ 1.200. O modelo comprado sai mais barato no longo prazo, desde que a taxa seja competitiva.
Para quem está começando, o caminho mais comum é alugar ou comprar um modelo básico e migrar para um mais avançado quando o volume crescer. Barato de verdade dá trabalho: exige comparar pelo menos três propostas antes de decidir.
Perguntas Frequentes
Preciso de CNPJ para ter uma maquininha?
Não. Pessoas físicas podem alugar ou comprar maquininhas, mas quem tem CNPJ, inclusive MEI, costuma ter acesso a taxas menores e prazos de repasse mais curtos.
Qual a diferença entre débito e crédito na maquininha?
No débito, o dinheiro entra em até 1 dia útil e a taxa é menor. No crédito, o repasse pode levar até 30 dias e a taxa é maior, especialmente no parcelado.
Pix cai na hora na maquininha?
Na maioria dos modelos, o Pix é processado pela maquininha e o valor entra na conta em poucos segundos, mas confirme o prazo com a operadora antes de contratar.
Vale a pena comprar ou alugar a maquininha?
Depende do volume. Para vendas acima de R$ 8 mil por mês, comprar costuma compensar. Para volumes menores, o aluguel pode ser mais vantajoso, desde que a taxa não seja abusiva.
Fazer a conta antes muda tudo. Some taxa, aluguel e prazo de repasse. Se a economia com a taxa for maior que o custo do equipamento, a troca vale a pena. Caso contrário, mantenha o que já funciona e revise o contrato a cada seis meses.
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