# Ministério homologa tombamento de palacete histórico no Rio

> O Palacete Celina Guinle e Linneo de Paula Machado, no Rio de Janeiro, teve o tombamento homologado pelo Ministério da Cultura por meio da Portaria 314/2026, publicada em 14 de abril de 2026. A medida concede proteção definitiva ao imóvel histórico de mais de 1,1 mil metros quadrados, impedindo demolição ou descaracterização.

*Blog do Diário · Destaques · 14 de setembro de 2026 · Eduardo Pellegrini*

O Ministério da Cultura homologou o tombamento do Palacete Celina Guinle e Linneo de Paula Machado, no Rio. A Portaria 314/2026, publicada nesta segunda-feira (14), dá proteção definitiva ao imóvel de mais de 1,1 mil metros quadrados.

O Ministério da Cultura homologou o tombamento do Palacete Celina Guinle e Linneo de Paula Machado e de seus jardins, na cidade do Rio de Janeiro. A Portaria 314/2026, publicada nesta segunda-feira (14), formaliza a decisão aprovada por unanimidade pelos integrantes do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural em junho.

O que a homologação muda, na prática: o imóvel e seus jardins passam a contar com proteção definitiva do patrimônio cultural brasileiro. Isso assegura a preservação de suas características históricas, arquitetônicas e paisagísticas, com os efeitos previstos no Decreto-Lei nº 25, de 1937, o principal marco legal de proteção do patrimônio histórico e artístico nacional.

A conta do tempo aqui não é pequena. O processo de tombamento tramita no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1990. São 36 anos entre a abertura do pedido e a homologação ministerial, prazo que mostra o esforço envolvido em levar uma proteção desse tipo até o fim.

O palacete foi erguido entre 1900 e 1906 e dado de presente de casamento a dois integrantes de famílias tradicionais da elite carioca: Celina Guinle e Linneo de Paula Machado, fundador do Jockey Club Brasileiro. O imóvel tem escadarias e estátuas de mármore, pisos em mosaico e um enorme jardim, uma das últimas áreas verdes da região. No total são mais de 1,1 mil metros quadrados e 30 cômodos.

Antes da decisão federal, o casarão já havia sido tombado pelo município e pelo estado. Em junho deste ano, recebeu o tombamento do Iphan. Na decisão, o então Palacete Linneo de Paula Machado passou a incorporar o nome de Celina Guinle, como forma de resgatar a figura dela.

O palacete foi comprado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), que restaurou o imóvel e construiu um anexo no terreno. O local abriga a Casa Firjan desde 2018.

Para quem acompanha processos de preservação, o caso ilustra uma lógica que se repete: o tombamento municipal e o estadual costumam vir primeiro, e a chancela federal fecha o ciclo. Cada camada acrescenta restrições e também responsabilidades de conservação. Quem faz a conta antes entende que proteger custa, mas o retorno aparece no longo prazo, na forma de um endereço que continua de pé.

O texto da Portaria 314/2026 está publicado e passa a produzir efeitos. A partir de agora, qualquer intervenção no imóvel ou nos jardins fica sujeita às regras de proteção do patrimônio cultural brasileiro.

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Fonte (canonical): https://blogdodiario.com.br/destaques/ministerio-homologa-tombamento-palacete-historico-rio/
